Resposta a ansiedade ligada a áreas de controle do movimento no cérebro

Um grupo de pesquisadores italianos e canadenses acompanhou um grupo de crianças a adolescentes socialmente ansiosos e outro controle. Alguns deles mostraram ter os primeiros sinais de ansiedade social, e apresentaram um aumento da tendência de se excluírem de situações sociais. Eles também tinham mais dificuldade em reconhecer emoções e rostos particularmente irritados.

Em sua pesquisa, a investigadora principal, Laura Muzzarelli descobriu que quando é mostrado um rosto irritado, o cérebro de adolescentes socialmente ansiosos apresentou maior atividade na amígdala – área do cérebro relacionada com emoções, memória e como respondemos às ameaças. Surpreendentemente, também encontraram uma inibição de algumas áreas motoras do cérebro como, o córtex pré-motor. Esta é uma área que “prepara o corpo para a ação”, e para movimentos específicos. “Nós ainda não sabemos como esta inibição afeta os movimentos – pode ser que isso tem algo a ver com que às vezes “congelamos” quando estamos com medo ou sob estresse emocional forte” disse Muzzarelli.

A ansiedade social é uma condição de saúde mental caracterizado pelo medo excessivo e de evitar o julgamento dos outros. É o transtorno de ansiedade mais comum, afetando cerca de 6% a 8% das pessoas durante a sua vida. Pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum no início da adolescência, com os primeiros sinais já visíveis durante a infância. Nos estágios iniciais, a ansiedade social pode ser confundida com timidez.

Rodolfo Borges Parreira

Fonte: European College of Neuropsychopharmacology (ECNP) Set. 2016

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