Coerência Cerebral

A equipe do dr. Arjen Stolk mostrou que quando as pessoas se comunicam e chegam a um entendimento mútuo, seus cérebros funcionam em sincronia temporária. Essa sincronia não é causada pelo ato de formar e receber uma mensagem, mas em vez disso por negociação do significado subjacente da mensagem.

Durante a comunicação, as pessoas costumam atualizar sua compreensão partilhada do mundo. Um professor, por exemplo, deve se certificar de que ele e seus alunos têm o mesmo entendimento sobre o seu assunto.

Quando as pessoas atualizam seu entendimento comum sobre algo, seus cérebros operam brevemente em sincronia um com o outro. Até agora não ficou claro se este fenômeno é causado pelo próprio ato de comunicação – por exemplo, o ritmo na fala – ou se ela está relacionada com o significado de uma mensagem.

Para descobrir isto, o pesquisador utilizou pares de participantes, onde eles jogaram um jogo comunicativo enquanto ambos os seus cérebros eram monitorados utilizando a ressonância nuclear magnética funcional. No jogo, um jogador iria instruir o outro como e onde ele deveria colocar sua figura em um tabuleiro de jogo digital. Uma vez que os participantes não podiam ver ou falar um com o outro, eles tiveram que criar novos meios de comunicação, tais como balançando a própria figura para enfatizar um determinado local.

Quando os participantes tentaram formar ou compreender essas mensagens, os seus sinais cerebrais não se concentravam em ações comunicativas individuais. Em vez disso, a atividade cerebral se alinhava com o momento em que foi atingida a compreensão mútua. Curiosamente, as instruções que formam a compreensão pareciam contar com os mesmos processos cerebrais. Isso mostra que quando as pessoas atualizam seu entendimento comum sobre o mundo, os seus cérebros sincronizam brevemente.

Estes achados nos ajudam a compreender alterações comunicativas em vários transtornos psiquiátricos e como a comunicação se desenvolve em crianças. Ela também ajuda na criação de máquinas comunicantes. A história completa estará disponível em breve no PNAS.

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