Tratamento da doença crônica do fígado através da regularização do microbioma intestinal

Doenças do fígado como esteatose hepática, cirrose, doença hepática gordurosa não alcoólica, por exemplo, cresce exponencialmente a cada ano. O fígado está intimamente ligado com o intestino através da veia porta, por onde recebe a maioria do suprimento sanguíneo, assim, o fígado está intrinsecamente ligado ao microbioma intestinal. Um estudo de revisão publicado recentente, mostrou em detalhes o papel da microbiota intestinal no desenvolvimento e progressão das doenças crônicas do fígado e como a modulação deste microbioma pode oferecer uma nova forma terapêutica.

Os resultados mostraram que a diminuição da diversidade bacteriana, sensibilidade ao álcool e o desenvolvimento da disbiose intestinal, são vistas em portadores de doenças crônicas do fígado. A perturbação das bactérias do intestino pode levar a deficiência do sistema imunológico, predispondo ao desenvolvimento de doenças imunológicas. Por exemplo, transferência de fezes de um animal com doença metabólica para outro saudável, este pode desenvolver uma esteatose hepática. Pacientes com cirrose desenvolvem disbiose, crescimento excessivo bacteriano do intestino delgado e aumento da permeabilidade da parede intestinal, permitindo a translocação de bactérias ruins e a absorção de endotoxina induzindo inflamação hepática e sistêmica.

Como conclusão do estudo, a melhora da microbiota intestinal por meio de uma alimentação correta, probiótiocs ou transplante fecal para promover o crescimento de bactérias “saudáveis”, pode melhorar a disbiose e alterar favoravelmente o prognóstico para estas doenças.

Fonte: Woodhouse et al. Aliment Pharmacol Ther. 2018 Fev. 

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